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Petrobras procura sócios para Petroquímica Suape.

POJUCA, Pernambuco (Reuters) - A Petrobras está em busca de possíveis sócios para a PetroquímicaSuape, fábrica de produtos petroquímicos que está sendo construída perto de Recife, Pernambuco, um empreendimento que a estatal assumi inteiramente durante a crise de 2008, depois que o sócio Vicunha, que tinha 60 por cento, desistiu da empreitada.
Inicialmente com interesse de deter apenas 20 por cento de uma das três unidades da petroquímica --a que vai produzir ácido tereftálico purificado (PTA), matéria-prima do poliéster e das embalagens PET-- a Petrobras decidiu assumir toda a obra para evitar sua parada e assim garantir o abastecimento do produto que atualmente é importado pelo Brasil.
"Depois que a gente construir queremos ter sócios privados, mas a prioridade agora é acabar a obra", explicou Paulo Roberto Costa, diretor de Abastecimento da Petrobras, sem querer citar nomes, durante visita à refinaria nesta segunda-feira.
Na lista das conversas da estatal, segundo uma fonte, estão Braskem e Reliance, mas nada ainda foi concluído.
A previsão é de que a unidade de PTA entre em operação no segundo semestre deste ano e as outras duas --uma para produção de polímeros e fios de poliéster e outra para fabricação de resina PET-- no ano que vem.
Segundo Costa, o Brasil vai economizar cerca de 1 bilhão de dólares em divisas com a substituição do produto importado. O volume que será produzido de PTA vai atender 80 por cento do consumo nacional.
A unidade petroquímica, que vai produzir a matéria-prima para fios e embalagens PET, um investimento de 4,9 bilhões de reais, fica ao lado da refinaria Abreu e Lima, projeto para o qual a Petrobras também espera um sócio: a estatal venezuelana
PDVSA.
Fruto de um acordo em uma época em que, segundo Costa, tudo era diferente --"não tínhamos o pré-sal, as reservas brasileiras eram pequenas"--, a refinaria Abreu e Lima, projeto de 26 bilhões de reais, já está 35 por cento construída e até o momento absorveu 7 bilhões de reais apenas da Petrobras, oriundos de um empréstimo de 10 bilhões de reais com o BNDES e pelo o qual a PDVSA ainda tem que dar garantias se quiser participar do investimento.
ESPERA POR VENEZUELA
A PDVSA decide até agosto se vai entrar no projeto, já que os recursos do BNDES terminam em setembro e a Petrobras terá que usar o seu próprio caixa para finalizar o restante da obra, ou cerca de 16 bilhões de reais.
"Não posso usar o nosso caixa para fazer desembolsos pela parte dela (PDVSA) também," ressaltou Costa, evitando dar a sua opinião sobre a demora da decisão da petroleira venezuelana, que seria dona de 40 por cento do projeto segundo um acordo feito entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, em 2005.
Mas o cancelamento da parceria pode acabar resultando em economia para o projeto, informou Costa.
Sem ter que adquirir um equipamento para equiparar o pesado óleo venezuelano ao brasileiro, a refinaria Abreu e Lima custaria menos 400 milhões de dólares, uma redução de custo significativa mas que na verdade apenas anularia um gasto extra pela decisão inicial de fazer dois trens de refino (conjunto de equipamentos que compõem uma refinaria), um para o petróleo nacional e outro para o petróleo da PDVSA.
"A Abreu e Lima tem dois trens de refino de 115 mil (barris por dia), ter um trem só otimiza o projeto", disse o executivo, explicando que na época a solução foi necessária para viabilizar o refino separado dos dois óleos.
De acordo com Costa, as refinarias Premium que a Petrobras está construindo no Maranhão e no Ceará ficarão mais baratas do que a Abreu e Lima, sendo um dos motivos justamente o fato de possuir apenas um trem de refino, com capacidade para processar 300 mil barris de petróleo diariamente.
Apesar de ter dois conjuntos de processamento, a Abreu e Lima terá capacidade para 230 mil barris diários.
A refinaria Abreu e Lima entra em operação em 2013, dois anos depois do previsto no início do projeto, com 70 por cento da produção voltada para diesel. Segundo Costa, uma das causas do atraso foram as licitações que tiveram que ser refeitas, o que significou economia de 6 bilhões de reais para a estatal, informou.
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