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BOLSONARO QUER ACABAR COM MINHA CASA E CRIAR MEU ALUGUEL, MINHA VIDA

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O governo Jair Bolsonaro está liquidando com um dos maiores sonhos dos pobres do país e que os governos do PT haviam transformado em realidade: a casa própria. O programa Minha Casa Minha Vida e passará a ser Meu Aluguel, Minha Vida. De acordo com a intenção do governo, a “faixa 1” (para famílias com renda até R$ 1,8 mil) e “faixa 1,5” (com renda até R$ 2,6 mil) deixariam de ter direito à casa própria e passariam a pagar aluguel pra o governo.

As mudanças foram confirmadas pelo ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, ao jornal O Estado de S.Paulo. Para ter direito ao aluguel, os beneficiários terão de frequentar ações sociais do governo, como programas de capacitação. A ideia é que as moradias no faixa 1 sejam de "transição" e, com o tempo, a família aumente de renda para se habilitar a um financiamento imobiliário – da faixa 1,5 ou até da faixa 2 do programa (famílias com renda de até R$ 4 mil).

O governo quer que os mais pobres paguem aluguel em um País com 13,4 milhões de desempregados (taxa de 12,7%, segundo o IBGE). De acordo com o instituto, o País também tem 39 milhões de trabalhadores informais. No cenário de baixo poder de consumo e congelamento de investimento público por causa da PEC do Teto dos Gastos, a cobrança para a moradia pode ser um tiro no pé da gestão de Jair Bolsonaro.

O ministro informou que mudará a maneira como o governo vai subsidiar a construção dos empreendimentos no Minha Casa Minha Vida. A proposta da pasta é que terrenos e imóveis que pertençam a prefeituras, estados e União sejam doados a construtoras, que deverão se comprometer a erguer condomínios do programa.

"Para uma empresa, pode ser interessante ficar com um prédio do governo que está abandonado no centro do Rio de Janeiro, reformá-lo, alugar salas e ganhar um dinheirão. E, em contrapartida, construir para nós um conjunto habitacional no Complexo do Alemão", disse Canudo.

14 GOVERNADORES ASSINAM CARTA CONTRA DECRETO DAS ARMAS DE BOLSONARO

19:53 0 Comments

Governadores de 14 estados assinaram uma carta onde pedem a revogação do decreto do presidente Jair Bolsonaro que facilita o acesso a posse e ao porte de armas, além de munições no Brasil, afirmando que o mesmo representaria um sério risco à segurança pública; segundo os governadores, em vez de contribuir para deixar os estados mais seguros, a medida terá impacto negativo sobre os índices de violência

Governadores de 14 estados da federação assinaram uma carta divulgada nesta terça-feira que pede a revogação do decreto presidencial que flexibiliza a legislação sobre a posse e o porte de armas e munições no Brasil, afirmando que o mesmo representaria um sério risco à segurança pública.

De acordo com o abaixo-assinado, compartilhado em uma rede social pelo governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), o entendimento dos signatários é o de que as medidas previstas no Decreto 9.785, de 7 de maio de 2019, em vez de contribuírem para deixar os estados mais seguros, terão um impacto negativo sobre os índices de violência, aumentando as chances de ocorrerem tragédias. Sendo assim, eles apelam para que os poderes da União revoguem o documento e trabalhem em prol de uma política mais responsável para o setor.

​"Sabemos que a violência e a insegurança afetam grande parte da população de nossos estados e que representam um dos maiores obstáculos ao desenvolvimento humano e econômico do Brasil. Nesse contexto, a grande disponibilidade de armas de fogo e munições que são usadas de maneira ilícita representa um enorme desafio para a segurança pública do país e é preciso enfrentá-lo", escrevem os governadores na carta.

"Por essa razão, é urgente a implementação de ações que melhorem a rastreabilidade das armas de fogo e munições durante toda sua existência, desde sua produção. Também é fundamental aumentar os meios de controle e fiscalização para coibir os desvios, enfrentar o tráfico ilícito e evitar que as armas que nascem na legalidade caiam na ilegalidade e sejam utilizadas no crime."

Confita o Twitter do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) sobre o assunto.

https://twitter.com/FlavioDino/status/1130796141245816838?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1130796141245816838&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2Fpt%2F247%2Fbrasil%2F394103%2F14-governadores-assinam-carta-contra-decreto-das-armas-de-Bolsonaro.htm

Robôs começam a dominar fazendas com automatização do cultivo

12:58 0 Comments


O primeiro equipamento agrícola totalmente autônomo está sendo lançado comercialmente, o que significa que as máquinas serão capazes de assumir completamente uma infinidade de tarefas. Tratores poderão dirigir sem ninguém na cabine e equipamentos especializados vão poder pulverizar, plantar, arar e eliminar ervas daninhas. E tudo está acontecendo bem antes da previsão de muitos analistas, graças a startups de pequeno porte no Canadá e na Austrália.

Enquanto líderes do setor como Deere & Co. e CNH Industrial ainda não informaram quando vão lançar ofertas semelhantes, a Dot Technology, do grupo Saskatchewan, já vendeu algumas das chamadas plataformas de energia para o plantio totalmente mecanizado na primavera. Na Austrália, a SwarmFarm Robotics está alugando robôs para matar ervas daninhas que também podem realizar tarefas como arar e pulverizar. As empresas dizem que suas máquinas são menores e mais inteligentes do que o gigantesco maquinário que pretendem substituir.

Sam Bradford, gerente da fazenda Arcturus Downs, no estado australiano de Queensland, foi um dos primeiros a adotar o programa piloto da SwarmFarm no ano passado. Ele usou quatro robôs, cada um do tamanho de um caminhão, para eliminar ervas daninhas.


Nos últimos anos, Bradford usava uma máquina de pulverização de 16 toneladas e 36 metros de largura que “parece um enorme louva-a-deus”. Cobria o campo com substâncias químicas, disse.

Mas os robôs eram mais precisos. Conseguiam distinguiram a cor marrom opaca do pasto da fazenda da folhagem verde e direcionavam os produtos químicos diretamente sobre as ervas daninhas. É uma tarefa que a fazenda realiza duas a três vezes por ano em 8 mil hectares. Com os robôs, Bradford disse que pode economizar 80% dos custos com produtos químicos.

"A economia com produtos químicos é enorme, mas também há economia para o meio ambiente, usando menos produtos químicos, e também com um resultado melhor no final", disse Bradford, que administra a fazenda há cerca de 10 anos. Os rios ao redor fluem para a Grande Barreira de Coral ao largo da costa leste da Austrália, tornando a fazenda particularmente sensível ao uso de produtos químicos, disse.

Reduzir custos tornou-se fundamental diante de vários anos de queda dos preços, que encolhem as receitas agrícolas e apertam as margens. O Índice Bloomberg Grains Spot acumula queda de mais de 50% desde o pico em 2012. Enquanto isso, avanços na tecnologia de sementes, fertilizantes e outros insumos de cultivo têm aumentado a produtividade e provocado um excesso de oferta. Produtores tentam buscar qualquer vantagem em um momento em que a guerra comercial EUA-China interfere no fluxo de exportações agrícolas.

Agricultores precisam melhorar o nível de produtividade e eficiência na agricultura, e “perdemos isso de vista com uma engenharia que não combina com a agronomia”, disse Andrew Bate, presidente da SwarmFarm. “Os robôs já incorporam isso. O que impulsiona seu uso na agricultura são melhores sistemas agrícolas e formas de cultivo.”

Empresários criticam plano para mudar Minha Casa Minha Vida

19:38 0 Comments

A possibilidade de mudanças no programa habitacional Minha Casa Minha Vida (MCMV) por parte do governo de Jair Bolsonaro enfureceu empresários da construção civil, que reclamaram de não terem participado das discussões até aqui e ainda criticaram as propostas em estudo, que foram divulgadas.
O governo cogita mudar o subsídio dentro do programa habitacional. A ideia é doar terrenos públicos nas regiões metropolitanas para as construtoras e financiar as obras por meio de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A construtora ainda ficaria responsável por administrar o condomínio, depois de pronto, durante um período em torno de 20 a 30 anos. Por sua vez, o beneficiário pagaria um aluguel pelo uso da moradia, podendo converter os valores na propriedade do imóvel no fim desse período.
A iniciativa para estudar as mudanças foi confirmada ao Estadão/Broadcast pelo Ministério do Desenvolvimento Regional. Também participam dos estudos o Ministério da Economia e a Caixa Econômica Federal.
O governo ainda não esclareceu, mas, aparentemente, as alterações se referem à faixa 1 do programa habitacional, que sofre paralisações recorrentes pela falta de dinheiro. Nesse segmento, os imóveis vão para beneficiários cadastrados nas prefeituras e têm até 90% do valor subsidiado pelo Orçamento da União. Já as faixas 2 e 3 são vendidas no mercado, com financiamento via FGTS e um porcentual de subsídio baixo.

‘Começou torto’

A medida pegou empresários de surpresa, já que nenhuma associação foi chamada para discutir as alterações no MCMV, que tem sido o motor do mercado imobiliário nos últimos anos. “A comunicação foi muito ruim. Criou uma sensação de insegurança e um mal-estar muito grande entre investidores” afirmou Rubens Menin, presidente do conselho de administração da MRV, maior construtora residencial do País e maior operadora do Minha Casa Minha Vida.
A insegurança se refere à falta de detalhes técnicos e à falta de diálogo. “Como querem fazer um programa de habitação sem chamar as associações de classe e as construtoras, que vão cuidar das obras? A coisa começou torta”, advertiu Menin.
“Nem vou levar em consideração essa proposta. Parece um balão de ensaio”, disse o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, que confirmou a ausência da entidade nas discussões. Martins lembrou ainda que o modelo proposto joga o risco da inadimplência do aluguel - que é elevado entre os beneficiários de menor renda do programa - para as construtoras: “Não vejo nenhuma empresa com interesse em assumir essa inadimplência.”
O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, vê um excesso de ônus para as empresas, que teriam de arcar com financiamento das obras e a administração de uma carteira de locatários que vai durar décadas.

O vice-presidente de habitação do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-SP), Ronaldo Cury, também questionou se a União tem terrenos suficientes, e em condições viáveis, para replicar as obras em grande escala. Muitas propriedades têm empecilhos para obras, como questões de meio ambiente, zoneamento e ocupações.

Dólar fecha acima de R$4 pela 1ª vez desde setembro de 2018

19:35 0 Comments

 Uma série de ordens para zerar perdas catapultou o dólar para cima dos 4 reais nesta quinta-feira, no maior patamar desde antes do primeiro turno das eleições presidenciais de 2018, em meio à piora no clima político local.
A divisa doméstica teve o pior desempenho entre 33 pares do dólar.
O dólar à vista fechou em alta de 1,01%, a 4,0366 reais na venda.
É o maior nível de fechamento desde 28 de setembro passado, quando terminou em 4,0371 reais.
Na máxima desta quinta, a cotação bateu 4,0425 reais, com valorização de 1,16%.
Na B3, o dólar futuro subia 0,85%, a 4,0420 reais.

Desemprego cresce em 14 Estados no primeiro trimestre, aponta IBGE

14:24 0 Comments

Com o aumento na taxa de desemprego nacional no primeiro trimestre para 12,7%, 14 Estados tiveram alta na desocupação no período, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
 As maiores taxas foram observadas no Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18,0%), e a menores, em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%). Em São Paulo, a taxa de desemprego chegou a 13,5%.
Nas demais unidades da federação, houve estabilidade na taxa. As maiores variações foram no Acre (4,9 pontos porcentuais), Goiás (2,5 pontos porcentuais) e Mato Grosso do Sul (2,5 pontos porcentuais).
Em relação ao mesmo  trimestre de 2018, a taxa subiu em quatro Estados: Roraima, Acre, Amazonas e Santa Catarina (0,7 p.p.). E caiu em três: Pernambuco, Minas Gerais e Ceará.
Desalento
Em relação ao tempo de procura por trabalho, no Brasil 45,4% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho; 24,8%, há dois anos ou mais, 15,7%, há menos de um mês e 14,1% de um ano a menos de dois anos.
O total de desalentados - aqueles que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar um emprego - no primeiro trimestre era de 4,8 milhões de pessoas. Os maiores contingentes estavam na Bahia (768 mil pessoas) e no Maranhão (561 mil); os menores, em Roraima (8 mil) e no Amapá (15 mil).


Protestos de rua contra cortes na Educação elevam desgaste do governo

14:15 0 Comments

Desgastado por uma série de derrotas e obrigado a fazer concessões no Congresso Nacional, o governo do presidente Jair Bolsonaro foi alvo nesta quarta-feira, 15, dos primeiros grandes protestos de rua. Manifestações registradas em cerca de 250 cidades do País contra bloqueio de recursos no orçamento da Educação ganharam um contorno mais amplo de críticas à atual gestão. Em viagem oficial nos Estados Unidos, Bolsonaro procurou desqualificar a mobilização classificando a “maioria” dos manifestantes como “idiotas úteis” e “imbecis, que estão sendo usados como massa de manobra”.
Os atos ocorreram no mesmo dia em que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, participou de uma audiência na Câmara dos Deputados. Ele foi convocado por parlamentares para explicar o contingenciamento na área. A sabatina, porém, expôs ainda mais o clima hostil que o governo enfrenta no Congresso. 
O ministro provocou os deputados ao defender o uso de recursos recuperados de corrupção na área, afirmou ter a ficha limpa e não ter passagem pela polícia. Disse que tem carteirada assinada e questionou se os deputados sabem o que é isso. Weintraub foi alvo de vaias de parlamentares da oposição, que pediram em coro sua demissão.
Os protestos pelo País preocuparam o Palácio do Planalto. A avaliação foi a de que as passeatas, em princípio convocadas contra o ministro da Educação, se transformaram em atos de peso contra o governo. A portas fechadas, auxiliares de Bolsonaro disseram que o próprio presidente ajudou a inflamar os protestos ao atacar os manifestantes.
À noite, em entrevista à GloboNews, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, avaliou como “natural” que a população brasileira tenha saído às ruas para protestar contra o contingenciamento de verbas à Educação, mas lamentou que alguns grupos tenham tentado “manipular” os movimentos levantando bandeiras político-partidárias. Ele destacou que o contingenciamento de verbas foi “generalizado”, e não atingiu somente o MEC.
Nos atos, diversas faixas usavam a palavra “balbúrdia” para protestar contra o governo. Os manifestantes faziam referência à entrevista dada pelo ministro ao Estado, no qual ele anunciou que universidades federais que promovessem “bagunça” ou “evento ridículo” teriam até 30% de seus recursos bloqueados.

Oito investigados pelo MP-Rio já trabalharam com Jair Bolsonaro.

14:11 0 Comments

Oito alvos da quebra de sigilo bancário e fiscal na investigação que mira o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) já trabalharam no gabinete de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, quando este era deputado federal. Os nomes, que incluem uma irmã e uma prima de Ana Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro, aparecem em decisão do juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, de 24 de abril, que listou 95 pessoas e empresas na investigação. Todos terão os dados bancários e fiscais abertos a pedido do Ministério Público. 
Os dados liberados por ordem da Justiça serão analisados em procedimento criminal do Ministério Público do Rio para apurar suspeita de “rachadinha”, a prática de repasse de parte do salário de servidores para o próprio político que os empregou.
Além de familiares da ex-mulher, na lista de ex-assessores do hoje presidente que tiveram quebra de sigilo está Nathalia Queiroz. Ela é filha de Fabrício Queiroz, que oficialmente trabalhava como motorista de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Como o Estado mostrou, Queiroz aparece em lista do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) por ter movimentado em sua conta, de janeiro de 2016 a janeiro de 2017, R$ 1,2 milhão – valor incompatível com sua renda. Ele recebia na sua conta depósitos de colegas de gabinete, muitas vezes poucos dias após o pagamento dos salários na Casa.
Queiroz nega irregularidades – diz que recolhia os salários para redistribuí-los e contratar informalmente mais assessores –, mas faltou a depoimentos no MPE.
Também integra a relação Fernando Nascimento Pessoa, que atuava como advogado da família Bolsonaro enquanto ocupava cargo no gabinete de Flávio na Alerj. Ele também trabalhou com o hoje presidente quando este era deputado federal.

Assessores

Um levantamento feito pelo Estadão Dados, com base em documentos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, mostra que a família Bolsonaro manteve, em quase três décadas de vida parlamentar, a prática de alternar a contratação de funcionários entre seus gabinetes na Câmara, em Brasília, na Alerj e na Câmara Municipal da capital fluminense.
Ao todo, 30 pessoas já passaram por mais de um gabinete de Jair Bolsonaro ou dos três filhos que têm atuação política: Flávio (que era deputado estadual no Rio), Eduardo (deputado federal por São Paulo) e Carlos (vereador no Rio).
Apesar de ser o filho que entrou há menos tempo na vida pública, Eduardo é quem compartilha o maior número de servidores com o pai. Foram doze pessoas, em menos de quatro anos e meio de mandato como parlamentar. Carlos e Flávio empregaram, respectivamente, nove e oito funcionários que passaram pelo gabinete do pai Um deles, Nelson Alves Rabello, foi a única pessoa que passou pelas assessorias de três integrantes da família — e também teve sigilo bancário quebrado nesta semana.
Procurada, a assessoria de Flávio repetiu manifestação feita na segunda-feira, quando reagiu à quebra de sigilo. “O meu sigilo bancário já havia sido quebrado ilegalmente pelo MP-RJ, sem autorização judicial. Tanto é que informações detalhadas e sigilosas de minha conta bancária, com identificação de beneficiários de pagamentos, valores e até horas e minutos de depósitos, já foram expostas em rede nacional após o chefe do MP-RJ, pessoalmente, vazar tais dados sigilosos. Somente agora, em maio de 2019 tentam uma manobra para esquentar informações ilícitas, que já possuem há vários meses”, diz nota.
A Presidência da República informou que não iria se pronunciar sobre o caso. Já o advogado Paulo Klein, que representa a família Queiroz, informou que não vê nenhum problema no fato de Nathalia ter trabalhado com Flávio e Bolsonaro e que não há prova de nenhuma irregularidade. “Quem tem que provar que houve crime é a acusação e não a defesa fazer prova negativa”. O Estado não conseguiu localizar os demais citados. 

Bolsonaro, sobre investigação do filho Flávio: ‘Querem me atingir’

13:53 0 Comments

O presidente Jair Bolsonaro reagiu nesta quinta-feira à reportagem de VEJA sobre os indícios de lavagem de dinheiro contra seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), por meio da comercialização de imóveis. O presidente afirmou tratar-se de “uma jogadinha” e que a finalidade da investigação do Ministério Público é atingi-lo.

“Isso é uma jogadinha. Quebraram o sigilo bancário dele desde o ano passado e agora para dar um verniz de legalidade, quebraram oficialmente o sigilo dele e mais 93 pessoas?”, afirmou à imprensa em Dallas, onde receberá o prêmio “Personalidade do Ano” da Câmara de Comércio Americano-Brasileiro. “O objetivo é me atingir”, completou.

Bolsonaro alegou ser a quebra de sigilo de seu filho e a consequente investigação uma “ilegalidade”. “Fizeram aquilo para cá, para me prejudicar”, disse. “Agora, estão fazendo um esculacho em cima do meu filho.”

Reportagem de VEJA publicada na quarta-feira 15 informa que, ao pedir à Justiça a quebra do sigilo bancário e fiscal de 95 pessoas e empresas relacionadas ao senador Bolsonaro, no dia 15 de abril, o Ministério Público do Rio de Janeiro apontou indícios de que o parlamentar tenha utilizado a compra e venda de imóveis no Rio de Janeiro para lavar dinheiro. VEJA teve acesso às 87 páginas do documento que embasou o pedido de quebra de sigilo autorizado pelo juiz da 27ª Vara Criminal do Rio.

Segundo os promotores, entre 2010 e 2017, o então deputado estadual lucrou 3,089 milhões de reais em transações imobiliárias em que há “suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas”. No período, ele investiu 9,425 milhões de reais na compra de dezenove imóveis, entre salas e apartamentos. Faturou mais no mercado imobiliário do que como deputado.
Mambucaba

Bolsonaro, o pai, declarou que é perseguido desde o início de seu mandato e que, para isso, usa-se sua família. Mas esquivou-se de dizer de quem parte essa perseguição e preferiu apenas enumerar os episódios. Ele comentou a quebra de sigilo de uma ex-companheira, Ana Cristina Siqueira Valle, de quem está separado há 11 anos. Segundo o presidente, ela jamais trabalhou para o senador Flávio Bolsonaro.

“Aí eu pergunto pra que isso? Pra que isso? É escandaloso esse negócio”, declarou.

O presidente mencionou também a denúncia, há cerca de três anos, de que teria uma casa na Barra da Tijuca avaliada em 5 milhões de reais. “Na época, eu ofereci (o imóvel) pela metade do preço e ninguém comprou. Falaram que eu tinha uma casa de praia de 10 milhões de reais, ofereci por um milhão e ninguém quis comprar”, argumentou.

Ele explicou que, ao comprar um imóvel, o proprietário para a declarar o valor da negociação na declaração de Imposto Renda e somente a atualiza, nos documentos seguintes para o fisco, se fizer reformas e melhorias que agreguem valor. Deu como exemplo sua casa em Mambucaba, em Angra dos Reis (RJ), que disse valer 30 mil reais entre 1995 e 1996, quando a construiu.

“Dá pra entender que se joga a matéria, se joga ao vento e que se exploda o mundo? Os meus patrimônios também atualizaram, se foram atualizados eu não tenho como ter recursos para comprar (outros imóveis)”, justificou.
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