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Obama e Cameron prometem que não vão recuar contra Kadafi.

Londres- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, se comprometeram nesta quarta-feira a não diminuir a pressão contra o líder líbio Muammar Kadafi e advertiram que a paz no Oriente Médio requer "compromissos dolorosos".


Os líderes se reuniram nesta quarta-feira por uma hora e meia na residência oficial do primeiro-ministro do Reino Unido, para debaterem assuntos como a intervenção da Otan na Líbia, a situação no Oriente Médio e a guerra no Afeganistão.


Em entrevista coletiva após o encontro, os dois reforçaram a importância do coronel Kadafi abandonar o poder e garantiram que as forças aliadas continuarão suas operações enquanto for necessário, quando a missão da Otan entra em seu terceiro mês. "O presidente e eu estamos de acordo que deveríamos aumentar a pressão na Líbia", disse Cameron.


O primeiro-ministro não entrou em detalhes sobre as opções que seu Governo considera, que, segundo a imprensa britânica, estuda o envio de helicópteros de combate Apache ao país norte-africano, e ressaltou que o objetivo continua sendo "proteger o povo líbio".


Cameron se limitou a assegurar que seu país "estudará todas as opções para aumentar essa pressão, sempre dentro dos termos da resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU". Quem descartou a possibilidade de aumentar os recursos que destina à missão foi Obama, que rejeitou taxativamente o envio de tropas de terra para participar do conflito. "Quando se enviam tropas de terra se encontram limites inerentes às operações aéreas", explicou.


Mesmo assim, deixou claro que a missão levará todo o tempo que for necessário, sem "prazos artificiais". "Continuaremos as operações até que cessem os ataques de Kadafi contra os civis. O tempo corre contra Kadafi, que deve deixar o poder e deixar a Líbia para o povo líbio", indicou.


Obama advertiu que será um "processo lento, mas seguro", e assinalou que a missão internacional é válida para "evitar mortes de civis", uma mensagem que dever servir para lembrar que "às vezes é preciso ser mais paciente do que o povo gostaria".


Os líderes dedicaram também um importante espaço do encontro para discutir a situação no Oriente Médio que, segundo Obama é um "urgente imperativo" para retomar as negociações entre israelenses e palestinos.O presidente americano expressou estar convencido de que a paz entre israelenses e palestinos é possível, mas ambas partes deverão adotar "compromissos dolorosos".


Obama teve também duras palavras para o grupo radical palestino Hamas, que acaba de afirmar sua reconciliação com o moderado Fatah, que governa Cisjordânia, e assegurou que Israel "tem razão" em sentir-se preocupado com este pacto. "De acordo com sua própria descrição, Hamas não renunciou à violência nem reconhece Israel. É difícil, portanto, esperar uma conversa séria entre israelenses e palestinos enquanto se mantenham essas posições", declarou.


Os dois líderes abordaram também a guerra no Afeganistão, onde reiteraram a importância de começar o processo de transição e de volta das tropas mobilizadas, pediram ao presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, para cumprir seus compromissos e entregar o poder e asseguraram que na cúpula do G8 em Deauville (França) na qual ambos participarão a partir de amanhã, colocarão um plano de apoio econômico e político às democracias emergentes no Oriente Médio.

Fonte: Agência EFE
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