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EDUCAÇÃO Gestores de Universidades e Institutos Federais Pernambucanos se pronunciam após cortes no orçamento do MEC


Foto: Divulgação.


Na tarde desta terça-feira (07), representantes das Universidades e Institutos Federais de Pernambuco realizaram uma coletiva de imprensa para se pronunciarem sobre os cortes no orçamento da educação no estado por parte do Ministério da Educação (MEC). O encontro aconteceu de forma remota e foi transmitido ao vivo por meio do YouTube. Compareceram à reunião o reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes; o reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Marcelo Carneiro; o reitor da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE), Airon de Melo e os reitores do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE), José Carlos de Sá e Leopoldina Veras, respectivamente. O evento também contou com a participação de representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG).

Segundo Alfredo Gomes, o corte de verbas traz perigo ao nível do ensino dado nas instituições. “Desde o surgimento do Sistema de Cotas, pelo menos 50% dos nossos estudantes são oriundos das escolas públicas. Sem recursos para realizar a manutenção adequada, colocamos em risco a qualidade da educação. Nossas instituições não são de elite, temos compromisso com educação pública de qualidade, pois são voltadas a uma maioria esmagadora oriunda das classes populares”.

“Produzimos 95% da pesquisa no Brasil, formamos com qualidade em todas as áreas do conhecimento e colocamos o país numa posição muito estratégica. Estamos fazendo um trabalho consistente e somos comprometidos com a democratização do acesso à educação, uma população estudantil diversificada e precisamos de Políticas Públicas que fortaleçam essas pautas para este projeto de país”, afirmou também o gestor da UFPE.

Para Marcelo Carneiro, a redução no orçamento prejudica a sociedade e acaba por fomentar a desigualdade social. “Qualquer país do mundo que quer se desenvolver e diminuir desigualdades sociais deve investir em educação e ciência. Isso não é uma opinião, é uma análise da história da humanidade. O papel que as universidade e institutos federais exercem podem ser atestados em todos os indicadores de ensino e pesquisa, extensão e inovação. Mesmo assim há alguns anos estamos sofrendo cortes recorrentes em nossos orçamentos”, disse.

Segundo Carlos de Sá, a situação financeira do IFPE, que atende cerca de 30 mil estudantes, já é naturalmente complicada. “A realidade orçamentária já era muito difícil. Não é de desconhecimento da sociedade pernambucana o quanto temos lutado e nos apresentado para defender o aumento dos orçamentos das nossas instituições”.

No dia 27 de maio, o Ministério da Educação informou por meio de um ofício ter sofrido um bloqueio de R$ 3,23 bilhões, equivalente a 14,5% de toda a verba de uso discricionário para 2022. Portanto decidiu repassar esse percentual de forma uniforme a todas as unidades e órgãos vinculados ao ministério – ou seja, bloquear 14,5% de cada universidade, instituto ou entidade ligada ao MEC. Posteriormente, o ministro da Educação, Victor disse em suas redes sociais que o houve um reajuste e o corte será de 7,2%.
DP

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