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Violência no Rio: Estado vive 'derrota profunda de projeto civilizador', diz especialista em segurança pública


Tiroteios com cinco feridos na avenida Brasil em plena luz do dia, 13 criminosos mortos em uma única operação policial, suspeita de snipers atirando sobre moradores de uma favela, índice recorde de letalidade policial em 2018.
O quadro de violência no Rio faz lembrar o ápice de violência no Estado nos anos 1990, quando o índice de letalidade violenta atingiu o pico de 64,8 mortes por 100 mil habitantes, ainda muito acima da taxa de 39,3 registrada no ano passado.
Foi nesta época, há 22 anos, em que o sociólogo Ignacio Cano chegou ao Rio desde Madri e se estabeleceu na cidade. Coordenador do Laboratório de Análises da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV/UERJ), ele se firmou como um dos maiores especialistas em segurança pública no Estado.
Em entrevista à BBC News Brasil, ele lembra que o contexto de violência nos anos 1990 ainda era visto como um resquício da ditadura militar. Já a escalada de violência vivida hoje provoca maior desalento pelos avanços que se perderam pelo caminho, com "uma regressão muito profunda de 2013 para cá" após um período de melhoras nos índices criminais.
Para Cano, o Rio e o Brasil vivem um momento de "recuo do direito", com uma política de segurança que delega a proteção aos indivíduos, garantindo-lhes maior acesso a armas, e uma retórica de incentivo à letalidade policial tanto no nível estadual, com o governador Wilson Witzel, quanto federal, com o presidente Jair Bolsonaro.
"Acho que vivemos uma derrota muito profunda desse projeto civilizador", afirma. "As UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora), para nós e para os setores mais abertos da polícia, eram uma oportunidade de mudar o modelo de segurança, deixar para trás o modelo de confronto e tentar enveredar para um modelo de proteção, contenção de danos, redução de confrontos", aponta.

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