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Governo consegue evitar convocação de Palocci ao Congresso.

Nem o ministro da Casa Civil nem o governo julgam que se deva expor publicamente os negócios da consultoria enquanto era deputado federal.


Em Brasília, não teve empate: o governo conseguiu impedir a convocação do ministro Antonio Palocci ao Congresso. A oposição queria – e ainda quer – mais explicações sobre o aumento do patrimônio do ministro.
Por 266 a 72, o governo derrubou o pedido da oposição para convocar o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, para explicar como o patrimônio dele se multiplicou por 20 nos quatro anos em que foi deputado federal.
Os governistas tentaram minimizar o impasse. “Eu acho que isso é um assunto particular que depende muito de ele pessoalmente decidir se quer ou não”, afirmou o presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP).
Ele, no caso, é o ministro-chefe da Casa Civil, e o governo não quer que Antonio Palocci dê explicações na Câmara, como insiste a oposição. Os ânimos chegaram a ficar exaltados no Congresso.
“Vocês não têm autoridade para censurar ninguém. Vocês fazem parte da blindagem do Palocci”, protestou o deputado Rubens Bueno (PPS-PR).
A bronca do líder do PPS era com os seguranças. Eles tentaram impedir que Rubens Bueno colasse cartazes na parede e na porta da comissão. O ato era um protesto contra os governistas, que conseguiram evitar que a convocação do ministro Palocci fosse votada.
O jeito foi tentar no plenário. Nova derrota da oposição, que quer explicações sobre as denúncias da “Folha de São Paulo”. De acordo com o jornal, antes de assumir a Casa Civil, Palocci multiplicou o patrimônio por 20 nos últimos quatro anos. Comprou um escritório e um apartamento que, somados, passam de R$ 7 milhões.
A oposição volta à carga na semana que vem. Já apresentou pedido de convocação do ministro Palocci em quatro comissões diferentes e promete não votar nada nessas comissões enquanto o assunto não entrar em pauta.
“Nós vamos trabalhar nas comissões até o fim para garantir a votação do requerimento de convocação do ministro”, garantiu o deputado ACM Neto (DEM-BA), líder do Democratas na Câmara.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que até a semana que vem vai pedir informações a Palocci sobre a evolução do patrimônio dele, mas reafirmou que por enquanto não há motivos para se mover uma ação contra o ministro. Para o governo, tudo não passa de uma jogada política da oposição.
“O que a oposição quer é desestabilizar o governo. Nós não vamos aceitar isso. Vamos continuar com nossa tese e com nosso trabalho aqui no Congresso”, afirmou o deputado Odair Cunha (PT-MG), vice-líder do PT.
Antonio Palocci é o mais importante ministro do governo. Nem ele nem o governo julgam que se deva expor publicamente os negócios da consultoria enquanto era deputado.
g1.globo

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