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Eleições 2022: Pacheco defende urnas e rechaça pedidos para fechar o Supremo

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defendeu a lisura das eleições deste ano e rechaçou movimentos extremos que pedem o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o parlamentar, não é possível admitir "sequer uma bravata relacionada a fechamento do Supremo" ou dúvidas sobre o processo eleitoral brasileiro.


As declarações foram dadas na noite deste domingo (8/5), em entrevista à Globonews. Pacheco disse que "não precisamos de brigas, mas de posições firmes", e disse que o papel das instituições é "continuar afirmando e reafirmando que as eleições vão acontecer (...) através das urnas eletrônicas".
Questionando sobre o comportamento de Bolsonaro sobre dúvidas em relação ao processo eleitoral, Pacheco defendeu o trabalho da Justiça Eleitoral.

“A Justiça Eleitoral tem a atribuição constitucional de cuidar do processo eleitoral e da escolha de seus representantes. Imagine uma Justiça especializada, composta por magistrados, membros do Ministério Público, por advogados que compõem através de indicação as Cortes eleitorais Brasil afora, que tem um grande orçamento e que cuida desse tema. Se há necessidade de algo além disso? Evidentemente que não”, disse.
 
 
Encontro com os Poderes

Na última semana, Rodrigo Pacheco se encontrou com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, e com o presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Luis Carlos Gomes Mattos, em busca de uma solução para a crise entre os Poderes.

O senador afirmou que trabalha pelo diálogo e que as instituições repudiam ameaças antidemocráticas. A crise entre os Poderes se agravou com a participação de Jair Bolsonaro nas manifestações de 1º de Maio. Com o mesmo repertório das manifestações de 7 de Setembro, os apoiadores do presidente tinham, entre as pautas, a destituição dos ministros da Corte, o fechamento do STF e a intervenção militar

“Não podemos admitir sequer uma bravata relacionada a fechamento do Supremo, a cancelamento de eleições, a volta de ditadura militar ou de atos institucionais”, disse o parlamentar.
DP

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