Um domingo para ficar na história do futebol pernambucano. Quando a bola rolar para Sport x Santa Cruz na Ilha do Retiro, uma das duas equipes sairá com um título marcante. Para os rubro-negros, seria a 40ª conquista estadual. Para os tricolores, o primeiro bicampeonato após 25 anos. A última vez foi em 1987, justo num Clássico das Multidões, contra o adversário da nova final, e fora de casa. Após empate em 0 a 0 no primeiro jogo, quem vencer fica com a taça. Empate favorece o Sport, pela melhor campanha na primeira fase.
Depois de um primeiro jogo "encardido", caracterizado pela forte marcação do Sport, espera-se mais volume de jogo ofensivo, por conta da necessidade do Santa Cruz de atacar e do fato de que o Sport tem uma vantagem que não é tão grande a ponto de jogar retrancado. Basta um gol ao Santa, por isso o Leão deve também jogar para cima. Lógico que os times terão de ter muito cuidado na defesa, pois qualquer bobeira pode ser decisiva. Se os tricolores jogarem muito abertos, podem assustar, mas também podem tomar sustos atrás.
Na semana da decisão, alguns treinos secretos e nada de revelar as escalações e as estratégias de jogo. O Sport seguiu trabalhando no 3-5-2, com os mesmos titulares do primeiro confronto, com exceção de Ailson, que entra na vaga de Tóbi, suspenso. No entanto, testes foram feitos ao longo dos treinamentos. Um deles foi a entrada do meia Marquinhos Gabriel na vaga do zagueiro citado. Ruan também substituiu um dos atacantes algumas vezes. Naldinho chegou a treinar ao lado de Hamilton. Apesar disso, a tendência é que o time seja o mesmo do jogo no Arruda. 
“Tivemos uma boa semana de treinamentos. Fizemos várias observações e criamos situações de jogo. Só posso adiantar que iremos para esta decisão muito mais fortes do que fomos no primeiro jogo”, garantiu Mazola.

No Santa Cruz, um pouco mais de mistério. Zé Teodoro pode fazer mudanças a fim de aumentar a força ofensiva da equipe, aspecto que deixou a desejar na primeira partida. A necessidade de vitória do Santa Cruz abre perspectiva para utilização até de 3 atacantes. Dênis Marques e Flávio Caça-Rato podem ter a compania de Geílson, Branquinho, que poderiam entrar na vaga de um dos dois meias, Natan ou Luciano Henrique. Mesmo com muitas dúvidas, o time pode ser o mesmo que iniciou a primeira partida. O treinador pode deixar algumas mudanças para o decorrer da partida.
"Trabalhamos tudo, todos os detalhes e vendo qual jogador é o ideal para encontrar movimentações e explorar os pontos que precisamos. Temos ideias de duas formações do adversário e trabalhamos em cima dessas duas [escalações]. Quem sabe podemos acertar uma delas e ter a sorte necessária que também é preciso numa reta decisiva", ressaltou Zé Teodoro.
Para os dois treinadores, o título terá significados diferentes. Pode ser o primeiro título profissional da carreira de Mazola Júnior, técnico jovem, o que deve lhe dar mais respaldo para trabalhar no Rubro-negro. Mais experiente, o tricolor Zé Teodoro vem da conquista de 2011 e já venceu também pelo Náutico em 2004.
Um duelo à parte é entre os artilheiros Marcelinho Paraíba e Dênis Marques. O rubro-negro e o tricolor têm 14 gols. Ser campeão fazendo gol e isolando-se na artilharia coroaria o trabalho dos dois jogadores experientes que se encontram em boa fase nos gramados pernambucanos. Destaque também para as defesas dos goleiros Magrão e Tiago Cardoso, não só muito qualificados tecnicamente, como também referências nas duas equipes e atuais capitães. 
do jc3.uol


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