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O peso da corrupção.



Muita gente ligada ao governo condena a campanha contra a corrupção. Para alguns, ela é secundária, diante das tarefas de conduzir o Brasil a um novo patamar econômico e social. Para outros, ela é antiquada e reproduz os cacoetes da velha UDN, o partido que assombrou o governo Vargas com suas críticas.
No domingo, a Folha de São Paulo publica matéria afirmando que o Brasil, em sete anos, de 2002 a 2008, perdeu R$40 bilhões com a corrupção, o equivalente ao PIB da Bolívia.
São dados na mesa. Você pode achar que não foram R$40 bilhões mas apenas R$35 ou que não perdemos toda a produção de uma Bolívia, mas apenas três quartos dela. De qualquer maneira, perdemos e perdemos muito.

Como explicar então a resistência a aceitar a importância da luta contra a corrupção? Ela não representa apenas um grão de areia na engrenagem, como querem os resistentes. Ela representa o próprio combustível da engrenagem, tocada pelo chamado presidencialismo de coalizão.
A única razão visível para conciliar com a corrupção é o apego ao poder, a vontade de continuar do governo de todas as maneiras.
Recusar a importância ou mesmo a atualidade da luta contra a repressão é algo tão espantoso como ignorar a Bolívia no mapa da América do Sul.
Outra maneira de encarar o problema: se a corrupção fosse tão importante, as pessoas estariam protestando na rua. Mas essa é apenas uma etapa madura do protesto. Nas redes sociais o fermento da insatisfação com o mundo político já está em atividade há muito tempo.
Esta será uma questão decisiva para dividir os campos. Dentro da esquerda, partidos como o PSOL e mesmo o PPS têm se manifestado suas criticas à corrupção. Portanto, não é intrínseca à esquerda a tolerância com a corrupção. É uma reação de quem está no governo e não vê outra maneira de continuar nele.
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