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Dia do café lembra importância do produto para a história de São Paulo.


O café é a história de São Paulo. No começo do século passado, o produto significava 70% da economia paulista. Há um cafezal no meio da capital.


           
A história de São Paulo pode ser contada pela história do café. Na manhã desta terça-feira (24), mesmo sem saber, milhões de brasileiros estão acordando com vontade de celebrar na xícara uma data bem especial: o dia nacional do café.
Em São Paulo, o café preto é um dos que mais saem nas padarias. O cafezinho está mais caro por causa do aumento, que foi maior do que a inflação. Em geral, o café da manhã fora de casa está 2,05% mais caro. Bem no meio da cidade, há uma plantação de café.
O Instituto Biológico de São Paulo só existe por causa do café. Ele foi criado no final dos anos 1920, quando a broca ameaçava acabar com a riqueza do café. O instituto nasceu para descobrir o remédio que destruísse aquela praga. Para fazer as experiências, precisavam dos pés de café. Assim nasceu o cafezal da Vila Mariana, perto do Ibirapuera e da Avenida 23 de maio, a cinco minutos da Avenida Paulista – de helicóptero, é claro. Ou se a cidade não tivesse nenhum engarrafamento de trânsito.
São Paulo deve muito ao café, esse fruto originário da Etiópia, na África. Por isso, ter um cafezal no meio da cidade parece ser quase natural. O café é a história de São Paulo. No começo do século passado, todo o café que vinha do interior do estado chegava na capital e seguia para o Porto de Santos. Foi assim que São Paulo cresceu e enriqueceu. Naquele tempo, o café significava 70% da economia paulista.
Hoje o café não é mais o que era para economia paulista, mas ainda ocupa um bom espaço. Quase 182 mil hectares de terras paulistas são lavouras de café. Um cafezal tem apenas um hectare, mas é um símbolo do nosso passado.
“Ele foi renovado, mas continua e agora com uma vocação de passar informações para visitantes, mostrar todo esse ciclo histórico, a importância de uma cultura de café, enfim, é uma forma de divulgar o que representou e o que representa essa cultura ainda pra nós no estado”, afirmou o diretor geral do Instituto Biológico, Antônio Batista Filho.
Os sabiás-laranjeiras atravessam suas ruas. Os frutos estão brilhando na lavoura. A cada ano a colheita do café deixa uma herança. Esta arvorezinha é fruto da colheita de 2008, já quase juvenil. A da colheita de 2010 ainda é um bebê. A colheita de 2011 promete fartura. Os frutos estão prontos e maduros.
“A estimativa é de colher em torno de uma tonelada de grãos e depois do beneficiamento e o processamento, ou seja, a torrefação e a moagem, nós tenhamos aí cerca de 500 a 600 quilos de café”, completa Antônio Batista Filho.
A colheita do café urbano já começou a ser feita. O café será doado ao Fundo Social de Solidariedade para ser distribuído a algumas instituições.
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