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A maior velocidade!

Com seu estilo bom moço, Jack Jonhson agradou em seu primeiro show no Recife.

Simpático e despretensioso, Jack Jonhson subiu ao palco do Centro de Convenções na noite do último sábado (28) para embalar com suas músicas uma plateia que de fato não lotou o espaço, mas fez daquele momento um grande lual. De camiseta verde, calça e seus chinelos já conhecidos, ele reconfirmou sua personalidade: um cara simples e que se sentia em casa, desde que tivesse ao seu lado um violão e pessoas a cantarolar suas canções. 

Foi uma troca. Sem pompa de pop star e performances teatrais, ele apostou em suas canções, sua voz serena e olhar de bom moço. Apenas sorrisos tímidos. Mas, parecia que o cantor estava na varanda de sua casa no Havaí, olhando o pôr do sol e o mar -  imagens que ele fez bastante referência no telão. Enquanto da plateia, gritos ensurdecedores e flashes de câmeras a todo instante. 

O havaniano abriu sua primeira apresentação no Recife com “You and Your Heart”, e logo começou a arranhar um português mandando um “como vai?.” E seguiu a agradar com “Sitting, Waiting, Wishing”, que foi acompanhada por centenas de vozes. Ao seu lado estava o performático e engraçado pianista, Zach Gill, que levantava do piano e ia dançar pertinho da galera. E, foi com ele que ficou ainda o papel de trazer uma sombrinha de frevo para compor a apresentação. Foi em “Belle”, que, tocando um acordeon, o músico fez malabarismos com ela no pé e no ombro. Depois a olhou como se dissesse: “não sei o que posso mais fazer com ela”. Arriscar um passo de frevo? Nem pensar! 

Olhando a tudo isso, estava Jack, que não conseguiu segurar um sorriso largo. Foi ainda de Zach Gill outro momento aclamado pelo público. Em “Go on” ele mandou um lindo solo de piano. Mas, mesmo com seu jeito tímido, Jack também agradou. Chegou a tocar o verso “Je ne comprend pas francais” e fez uma paródia cantando: “Je ne comprend pas português”. Tocou ainda "Mas que nada", de Jorge Ben Jor, com uma pegada de funk. 

No repertório uma mistura de canções do álbum que dá nome a turnê “To The Sea”, mas percorreu por grandes sucessos de sua carreira, em pouco mais de duas horas de apresentação. Terminou com “Good People”, para dar tchau a uma plateia insaciável, que não arredou o pé e fez muito barulho, até ele voltar e mandar, na sequência, "Do you remember", "Time like this" e a fofa "Better Together". Para quem esperava o segundo bis, como programado, ficou só na vontade. Jack estava acompanhado ainda do baixista Merlo Podlewski e o baterista e percussionista Adam Topol, além da presença, no palco, de G. Love, que fez o show de abertura da noite. 
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