Por Redação do ge — Recife

Em clássico, não há favorito. Uma das máximas do futebol se provou no título estadual do Sport sobre o Náutico. Contra o tradicional rival, o Leão cresceu nas duas partidas finais, principalmente a da volta, nos Aflitos, neste domingo, colocando por terra os melhores números do alvirrubro no Pernambucano 2026 e conquistando sua 46ª taça.
São 17 títulos a mais que o segundo colocado na lista, o Santa Cruz, que tem 29, e quase o dobro da quantidade do Náutico, que tem 24. Estatística que comprova a hegemonia do Leão dentro do estado.
Depois de um empate por 3 a 3 na Ilha do Retiro, em que erros individuais impediram a vitória, o Sport foi soberano neste domingo, nos Aflitos. Bateu o rival na casa dele por 3 a 0, com superioridade tática construída, principalmente, por conta das escolhas acertadas do técnico Roger Silva.
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Jogadores do Sport comemoram título sobre o Náutico — Foto: Marlon Costa/AGIF
E acerto era algo que o treinador necessitava. Pressionado por escolhas duvidosas em partidas anteriores, principalmente quando flertou com a eliminação na estreia da Copa do Brasil contra o Desportiva Ferroviária-ES (só passou nos pênaltis), Roger deixou de ser unanimidade dentro da direção rubro-negra.
A finalíssima do Pernambucano era um divisor de águas. Derrota provavelmente definiria uma saída antes do início da Série B. Agora, com o título, ele entrou para a história do clube e ganhou fôlego para continuidade do trabalho.
Escolhas acertadas e controle do jogo
As entradas do zagueiro Marcelo Aju, do volante Zé Lucas e do meia Yago Felipe deram muito mais consistência ao meio-campo, mas também ter Iuri Castilho como centroavante deu força ofensiva e poder de fogo para o time. E o Sport conseguiu se utilizar de uma estratégia que o Náutico vinha fazendo. A marcação alta acabou fazendo a diferença.
O Leão marcou muito bem a saída de bola e, a partir daquilo, conseguiu fazer 1 a 0. A expulsão de Dodô tirou qualquer capacidade de reação do time do Náutico e, logo depois, o Rubro-negro fez 2 a 0, se fechou um pouco mais e passou a ser perigoso também no contra-ataque.
No segundo tempo, o Sport foi inteligente. Sabendo que tinha um homem a mais, se arriscou menos em campo, tentou trocar passes, atacou apenas na boa e, ainda assim, teve as melhores oportunidades. Se não fosse Muriel, o Leão poderia ter goleado o Náutico. Enquanto isso, com Thiago Couto bem protegido o jogo inteiro, o goleiro pouco precisou participar.
No fim das contas, o desempenho do Sport na final não só garantiu o título, ampliação de hegemonia e o emprego de Roger Silva. A evolução foi nítida e, olhando para frente, no objetivo a longo prazo da Série B, para para visualizar uma escalação inicial para iniciar a competição, utilizando o que o elenco tem de melhor.
A partida serve de referência para aquilo que o Sport vai precisar de agora em diante, ter jogadores com capacidade técnica, com mais força e com mais intensidade para ser mais competitivo ao longo dos jogos.
O Leão tem elenco para fazer boas partidas. Não vinha jogando bem, muito por conta das escolhas que Roger vinha fazendo, mas hoje ele conseguiu ajustar essa escalação e transformou o time naquilo que se imaginava que poderia ser já há muito tempo.



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