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Demolição de estruturas irregulares marca mais um capítulo melancólico do Edifício Holiday

Mais um capítulo da história do Edifício Holiday foi aberto nesta segunda-feira (18), após uma decisão judicial, expedida no dia 7 de outubro pelo juiz da 7ª Vara da Fazenda da Capital, Luiz Rocha, determinar a demolição de construções irregulares que ficavam no terreno e ao redor do prédio.

Localizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, a edificação foi desocupada em março de 2019 e, desde então, pessoas em situação de rua passaram a viver no terreno. Na manhã de hoje, as famílias que estavam morando nas estruturas irregulares precisaram deixar o local e alegaram a falta de informação prévia. Não houve resistência. 
“Essa operação surgiu em decorrência do apoio que estamos dando ao mandado judicial que será o fechamento de todas as entradas do Holiday e demolição das construções irregulares que existem no prédio. A previsão é de passar três dias demolindo e construindo de alvenaria todo o fechamento do prédio. As pessoas [que viviam no local] estão sendo encaminhadas para um abrigo, junto com a Secretaria de Desenvolvimento Social”, afirmou a secretária executiva de controle urbano do Recife, Marta Lima.
Uma mulher e três crianças foram encaminhadas para um abrigo, segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social. 
De acordo com o secretário executivo de Defesa Civil do Recife, o espaço não oferece segurança para as pessoas habitarem o terreno. 

“A gente tem uma edificação em que as famílias foram retiradas por não haver condições de habitabilidade. Existe uma interdição judicial em que as pessoas não podem estar aqui dentro. Essas pessoas não podem ficar aqui por risco de acidente que pode ser causado pelo desprendimento de material, por exemplo. Por isso, a nova decisão foi feita para que retirassem as pessoas e fossem encaminhadas para um local seguro. Por ser um prédio particular, cabe única e exclusivamente ao condomínio uma reforma. Eles precisam se unir para salvar o Holiday e fazer a manutenção devida para que eles [os moradores] possam retornar. Isso aqui é um patrimônio”, concluiu  
Além de moradia, as construções também abrigavam comércios. Flávio Roberto da Silva, de 45 anos, é dono de um depósito de bebidas e comunicou que não foi informado com antecedência sobre a decisão da demolição.

“Eu cheguei aqui às pressas e não tenho para onde levar o meu material. Eles alegam que há risco de desabamento, mas eu não acredito nisso. Eu tenho que resolver como vai ficar a minha situação porque além de tudo eu também tinha quatro apartamentos no Holiday. Eu vou fazer o que agora?”
A demolição foi iniciada por volta das 8h30 e mobilizou as secretarias Executiva de Controle Urbano, de Defesa Civil e de Desenvolvimento Social, além da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) e a Guarda Municipal.

"A ação foi promovida pelo município do Recife. Depois da desocupação colocaram tapumes vetando o acesso ao prédio e os próprios moradores de rua levaram os tapumes. O espaço  tornou-se uma área aberta e estavam fazendo daqui moradia e comércio. O prédio está praticamente se destruindo, então a procuradoria entrou com essa ação para preservar vidas. O juiz então determinou a demolição de toda edificação que não esteja regular junto com a planta e a remoção das pessoas”, comunicou o oficial de Justiça José Melquiades. 
A reportagem do Diario de Pernambuco esteve no Edifício Holiday em dezembro de 2020 e retratou a situação melancólica em que o prédio modernista se encontra. Na época, as pessoas que viviam no terreno pediam abrigo. Hoje não foi diferente. 

"Estamos pedindo um lugar para morar. As pessoas chegam aqui e mandam a gente sair e depois derrubam tudo. Eu vivo nesse lugar com a minha esposa. É triste ver essa situação", relatou Marcos Benedito dos Santos, de 60 anos.   
Também nessa segunda-feira, antigos moradores também estiveram no local e se queixaram da falta de informações sobre a condução das ações no terreno. 
“Além de tirar o morador, eles deixaram o lugar abandonado. A gente saiu sem nada e também não ficamos sabendo de nada. Eu tinha apartamento e uma loja de roupas, agora não tenho nada. Como que a gente vai reformar se perdemos nossa fonte de renda. Foi tudo errado e começou pelo juiz”, desabafou Rosinete Oliveira, de 60 anos.

DP

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