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COMEMORAÇÃO Festas juninas e o perigo para pacientes com doenças respiratórias


Foto: Divulgação

Balões, comidas típicas, danças, fogueiras e fogos de artifícios fazem parte das tradicionais festas juninas realizadas durante todo o mês de junho em homenagem a três santos populares: Santo Antônio, São João e São Pedro. Apesar de ser algo tradicional no Estado, as comemorações apresentam perigos para pessoas que sofrem com doenças respiratórias crônicas: asma, rinite alérgica, fibrose cística e até doença pulmonar obstrutiva (DPOC). A fumaça das fogueiras é a principal vilã para asmáticos e alérgicos, que podem sofrer com irritações nas vias aéreas do pulmão e vias aéreas superiores (nariz e garganta), causando inflamações, tosse, secreção, coriza, dificuldade para respirar e cansaço. As chuvas do mês de junho e as aglomerações agravam os sintomas das doenças.



A asma é uma doença crônica inflamatória que afeta as vias respiratórias, principalmente os brônquios, que são canais por onde o ar passa até o pulmão, fazendo com que fiquem inflamadas, inchadas, produzindo muco ou secreção extra. Esses sintomas podem causar dificuldade para respirar, falta de ar e tosse. Não existe uma faixa etária especifica para a doença, apesar de ter uma prevalência maior em jovens até 25 anos e em crianças, que ainda não possuem um sistema imunológico preparado como o de adultos. Já a rinite alérgica, uma doença atópica, se caracteriza por uma infamação da mucosa nasal, causando sintomas como nariz entupido, coceira, espirros, perda de olfato, dificuldade para respirar, olhos inchados, marejados e vermelhidão.


Segundo o pneumologista do Hospital Jayme da Fonte, Isaac Secundo, os casos asmáticos e com rinite socorridos até uma unidade hospitalar durante as festas juninas são recorrentes. “Pacientes de asma, às vezes, esquecem que sofrem com a doença crônica, que não tem cura, apenas controle. O que vemos nesse período é que pessoas socorridas são as que não estão com o tratamento controlado, não visitam o médico regularmente, e começam a apresentar uma exacerbação. A fumaça e a chuva acabam sendo um grande fator estressor para esse grupo, mas se eles estiverem bem tratados, a incidência de uma crise diminui bastante”, explicou. Os sinais de alerta para o socorro são: a falta de ar, aumento da frequência respiratória, chiado no peito, dificuldade para dormir, tosse, secreção e cansaço em atividades simples. Os sintomas agravados ainda podem desenvolver outras doenças inflamatórias, como a pneumonia.


O tratamento para os asmáticos é definido pelo pneumologista de acordo com o quadro clínico apresentado pelo paciente. Em geral, são utilizados medicamentos específicos, como broncodilatadores e corticoides inalatórios, para as vias aéreas, com o objetivo de desinflamar a via área e dar um conforto para o asmático.
Existem quadros da inflamação que só apresentam melhoras após o uso de medicação injetável. Porém, no dia a dia, o tratamento pode ser realizado através do controle ambiental: evitar o uso de cortina e tapetes em casa, não ter contato com animais que soltam muito pelo, lavar a casa com frequência, não possuir objetos que atraiam poeira e evitar cheiros fortes.


“O ideal para asmáticos é evitar a exposição em festas juninas com fogueiras. Não tem como sofrer com a asma e querer estar próximo a locais com fumaça. Mas se forem, o ideal é ficar o mais longe das fogueiras, não se aglomerar e, se possível, usar máscaras, que é a melhor forma de se proteger”, finalizou o pneumologista.
Para o controle da asma e tratamento de outras doenças respiratórias, o paciente precisa ser acompanhado em um centro médico com referência em pneumologia, como o Hospital Jayme da Fonte.
DP

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