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Tepco espera estabilizar reservatórios de combustível de Fukushima em um mês.

Tóquio - A operadora da central de Fukushima, Tepco, revelou nesta sexta-feira que espera estabilizar todos os reservatórios de combustível da usina no prazo de um mês, mas manteve a data de janeiro de 2012 para levar os reatores do estado de parada fria. A Tepco apresentou nesta sexta uma atualização de seu "Mapa de Caminho" para controlar a central de Fukushima Daiichi, epicentro da pior crise nuclear desde a de Chernobyl após ter sido danificada pelo terremoto seguido de tsunami do dia 11 de março.

Além de pôr data à estabilização dos reservatórios de combustível gasto, a operadora de Fukushima estabeleceu regras mais estritas para garantir a segurança dos operários que trabalham na usina, após oito deles terem recebido doses de radioatividade que superam o limite estabelecido pelo Governo.

Assim, a Tepco prevê aumentar o número de pessoas na equipe médica na usina e supervisionar estritamente as horas de trabalho de cada operário no interior das instalações e, portanto, sua exposição às radiações.

A empresa proprietária de Fukushima declarou que os níveis de radioatividade caíram nos últimos dois meses, mas reconheceu que a água altamente contaminada que inunda a central continua sendo um dos grandes problemas no trabalho dos operários. Nesse sentido, afirmou que seu objetivo é ativar em breve um sistema de purificação que funcione de maneira estável para reduzir a contaminação do líquido.

Além disso, a Tepco pretende aumentar para agosto o espaço no qual armazenar a água contaminada, que, segundo cálculos, chega a mais de 110 mil toneladas e que pode aumentar com as chuvas características desta temporada e com as injeções de líquido que são realizadas para esfriar as unidades.

Por outro lado, a companhia reiterou que também no prazo de um mês espera iniciar um sistema de refrigeração estável com água para os reatores 1, 2 e 3, como estava previsto no "Mapa de Caminho" inicial. Em julho, Tepco deve também começar a injetar nitrogênio nas unidades 2 e 3, como faz na unidade 1 desde abril, para evitar explosões de hidrogênio.

De acordo com a empresa, houve um avanço no objetivo de levar o estado de parada fria aos reatores 1, 2 e 3, os únicos a operar no momento do terremoto e seguido de tsunami do dia 11 de março.
Fonte: Agência EFE
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