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A maior velocidade!

Seja tricolor ou rubro-negro, um título para entrar na história.

Agora não há mais espaço para analisar o que passou, recuperar os contundidos e dizer que o árbitro fez isso ou aquilo. Depois do apito final de Sálvio Spínola Fagundes Filho só em 2012. Por isso, Santa Cruz e Sport trazem seus 25 jogos anteriores no Campeonato Pernambucano para dentro do Arruda, neste domingo (15), a partir das 16h. Todos os erros precisam ser corrigidos. Os acertos, mais afiados. Do contrário, o adversário é quem vai ficar com a taça.

Taça que tem significados bem diferentes para os dois clubes. Para os tricolores, seria uma espécie de renascimento. Afinal, na última vez em que foi campeão estadual o time do Arruda subiu de divisão no mesmo ano - Série B para a Série A. Agora, no inferno da Série D, uma nova conquista daria o impulso necessário para começar a voar alto nacionalmente.

Para o Sport é impossível que ninguém ainda não saiba o que seria uma conquista. Com os cinco campeonatos conquistados anteriormente, o Leão igualaria o único feito que não detém no futebol do Estado: o de maior sequência de títulos. Esta pertence ao Náutico e atende pelo nome de hexacampeonato.

Com o cardápio posto, vale agora ressaltar o panorama em que se encontram os dois times. O primeiro capítulo desta decisão foi escrito no último domingo (8), na Ilha do Retiro e o Santa largou com boa vantagem. Gilberto e Landú marcaram os gols da vitória por 2x0. Por isso, os corais podem até perder por um gol de diferença e ainda assim, festejarem o que pode ser seu 25º Pernambucano.

Como consequência direta, o prejuízo é grande para o Sport. Precisa vencer por dois gols de diferença a partir de 3x1 (4x2, 5x3, etc.). Se devolver o mesmo placar ao adversário, a definição vai para os pênaltis, da mesma forma que cinco anos atrás venceu o próprio Santa, só que na Ilha - foi a última vez em que ambos encontraram-se numa final.

ESTATÍSTICA - Agora chegou a vez dos números. E eles favorecem os corais, aliás com boa vantagem. No atual campeonato, o tricolor do Arruda sequer tomou gol de seu quase centenário rival. Nos três jogos anteriores, o placar se repetiu: 2x0. No jogo de ida, no José do Rego Macial, Renatinho e Thiago Cunha garantiram a vitória. O segundo round foi no Adelmar da Costa Carvalho e Gilberto, duas vezes, definiu a partida. O terceiro encontro foi o primeiro da decisão, citado algumas linhas atrás.

Também pesa em favor do Santa - e obviamente contra o Sport - o péssimo desempenho dos rubro-negros como visitantes. Foram parcos 30% de aproveitamento. Mas nem tudo são espinhos para os lados da Ilha. O retrospecto recente do Santa em finais decididas em seu campo é fraco desde a virada do século. Em 2001, 2002 e 2004, o segundo jogo da decisão foi no Mundão e nas três oportunidades os donos da casa viram os visitantes fazerem a festa. Nas três vezes o autor da façanha foi o Náutico, tendo sido a última delas (2004) sob o comando de Zé Teodoro, hoje no banco vermelho, preto e branco.
ne10.uol.
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